
O painel “SBN na prática: Experiências e Aplicações”, um dos blocos mais extensos do seminário sobre soluções baseadas na natureza (SBN) no desenvolvimento urbano, foi dividido em duas etapas. A primeira trouxe casos de projeto, tecnologia, obra e gestão pública. Sob a condução da sócia-diretora da Geasa Engenharia, Beatriz Codas, participaram o engenheiro de projetos da ADS Tigre, Tarcisio Miranda, a coordenadora do Setor de Infraestrutura Verde da Geasa Engenharia, Maite Pinheiro, o diretor e arquiteto paisagista da EMBYÁ, Duarte Vaz, e o engenheiro ambiental e assessor técnico da Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade de Campinas, Gabriel Dias Mangolini Neves.
Ao abrir o painel, Beatriz destacou a mudança de cenário em relação ao início do trabalho com o tema. “De repente, a gente vê a Cetesb falando de SBN, vê o Graprohab falando de SBN, tantas entidades apoiando o tema. Hoje a gente tem as nossas referências. A gente não precisa mais pegar projeto de fora, a gente já tem os nossos projetos aqui.” Segundo ela, o setor imobiliário teve papel central. “Desses dez anos, eu posso dizer que o mercado imobiliário foi o que mais acreditou nesse conceito. A própria Ruth lutando para colocar nos empreendimentos, mas muitos clientes loteadores também acreditavam nisso. No Sul, a gente conseguiu implementar muito.” E completou: “Esse manual, para a gente, é um marco muito importante, e todo esse reconhecimento dessa técnica, que é a solução para todas as nossas questões climáticas.”
O primeiro a apresentar foi Tarcisio, que explicou a atuação da empresa. “Eu sou engenheiro civil há mais de 13 anos e há seis faço parte da equipe da ADS Tigre. Sou responsável pela área de projetos, então desenvolvo sistemas junto com projetistas e prefeituras, voltados para retenção e detenção de águas pluviais, usando uma tecnologia que eu acredito que a maioria de vocês ainda não conhece, chamada StormTech.” Ele contou que a ADS é americana e a Tigre é brasileira, e que as duas fizeram uma joint venture para trazer ao país soluções em PEAD. “Todos os nossos produtos se baseiam no ciclo da água de chuva, da captação, condução, armazenamento e tratamento. Hoje, especificamente, vamos falar do armazenamento, contribuindo com o pessoal com quem a gente desenvolveu esse projeto dos jardins de chuva.”
Tarcisio descreveu o funcionamento do sistema. “A gente trabalha com uma caixa de entrada, que recebe toda a vazão da área de superfície, do telhado. Ela é direcionada para a primeira fileira conectada a essa caixa, que é a fileira separadora, e vai reter os resíduos sólidos da área de pavimento ou de telhado, aquilo que contribui na vazão inicial. O fundamento do StormTech é receber essa primeira vazão alta, separar essa sujeira, reter a parte limpa da água e lançá-la na caixa de saída com a menor vazão e zero impureza.” Segundo ele, o resultado é um sistema prático. “Com isso, a gente não sobrecarrega o local onde vai ser o lançamento das tubulações nem a interligação com uma rede urbana existente. Ele separa, retém e impede que ocorram enchentes e inundações na área de contribuição do empreendimento.”
A modularidade, segundo ele, é uma vantagem. “É um sistema modular, então a gente consegue moldá-lo conforme as interferências. Às vezes a gente tem interferência de tubulação de esgoto, elétrica ou até de postes de iluminação. Como são peças pré-fabricadas, é somente encaixe: não tem parafuso, não tem solda, uma vai encaixando na outra.” O sistema pode ser instalado sob parques, praças, vias públicas e estacionamentos e suporta a circulação de veículos. “A limpeza na fileira separadora é feita por hidrojato, que lança até o final da fileira ou até o poço de visita mais próximo e faz a sucção, simples assim. A periodicidade é em torno de um a dois anos, depende muito do local em que ela é instalada.” Tarcisio também citou um caso em São José dos Campos, onde reservatórios subterrâneos foram instalados sob um campo de futebol. “Na próxima semana eu volto lá para ampliar esse reservatório, com mais volume, para resolver outras questões de enchente.”
Maite Pinheiro contou sua trajetória e a da equipe. “Eu sou bióloga. Fiz meu mestrado na área de arquitetura e urbanismo porque comecei a estudar fitorremediação e me encantei com o potencial de usar vegetação para melhorar a qualidade ambiental.” Segundo ela, a Geasa, que completa 25 anos, criou em 2023 o departamento de infraestrutura verde. “A Geasa tem mais de 500 projetos executados, e hoje a gente já contabiliza 84 projetos dentro do que se chama soluções baseadas na natureza, entre 2019 e 2025.” Entre os trabalhos, ela citou o jardim de chuva piloto de Salvador, feito com o WRI e o C40, e o jardim filtrante do Parque Jardim do Éden, projetado para a Secretaria Executiva do Programa Mananciais. “Em 2023, a gente fez um seminário sobre infraestrutura verde, e hoje a casa está muito mais cheia. Acho que é um resultado do esforço de muitas pessoas que estão há muitos anos trabalhando com pesquisa e tentando levar isso para todas as áreas.”
Maite apresentou o estudo feito para a Tigre. “A gente foi contratado para fazer um caderno de soluções de drenagem para amortecimento e mitigação de cheias urbanas. Para isso, a gente precisava de um case real, porque precisa de dados reais para poder dimensionar e projetar. Contamos com o apoio do Shopping Center Norte, que já vinha trabalhando no case conosco e permitiu que a gente usasse os dados do projeto para fazer o estudo.” Ela explicou a metodologia que orienta os projetos de drenagem da equipe. “Boa parte da nossa equipe é da área acadêmica, então tem uma metodologia que a gente chama carinhosamente de Estudo de Impacto Zero no Ciclo Hidrológico. A gente sempre trabalha com quatro indicadores: a poluição difusa, o pico de vazão, o volume e a evapotranspiração.” E ponderou: “Esse cenário ideal depende de muitos fatores, da vontade política, da vontade do próprio empreendedor, da área disponível e do tipo de empreendimento.” A equipe usa QGIS para mapear prioridades, Civil 3D para modelar as soluções, SWMM para simular a drenagem e o software de dimensionamento da própria Tigre.
O estudo foi feito em três escalas, segundo Maite. Na da bacia, a equipe avaliou de forma hipotética a bacia do córrego Carandiru, em São Paulo, densamente ocupada, substituindo o piscinão de 30 mil metros cúbicos previsto no caderno de drenagem por uma infraestrutura verde combinada ao sistema subterrâneo. “A gente falou: como é que a gente pode substituir o piscinão por uma infraestrutura verde combinada com o StormTech? A bacia vegetada tem 800 metros quadrados e um volume de 72 metros cúbicos, um volume pequeno comparado aos 30 mil, mas que dá conta de toda a área de contribuição da bacia vegetada. O restante, que já ia para o piscinão, vai para o StormTech.” Na escala do viário, o estudo trabalhou com uma via em reforma e com a praça em frente ao Shopping Center Norte, e na do lote combinou um jardim de chuva ao sistema para substituir o reservatório exigido pela Lei das Piscininhas do Estado de São Paulo. “A gente costuma fazer arborização combinada, que tem ótimos resultados. As árvores se desenvolvem muito melhor.”
Maite destacou que as soluções acolheram mais volume que a meta nos casos menores. “Tudo o que é a mais, a gente entende também como resiliência, porque a chuva que a gente projeta tem uma limitação e ela pode ser maior do que a gente projetou.” Segundo ela, a infraestrutura verde também protege o sistema cinza. “Como a gente tem o potencial de tratar a poluição difusa pela bacia, isso estende o tempo da necessidade de manutenção do StormTech.” Em áreas muito urbanizadas, afirmou, a combinação funciona. “A infraestrutura cinza fica mais adequada quando combinada com a infraestrutura verde. O ideal é trabalhar a bacia inteira, da montante para a jusante, com o leque de soluções que a gente pode usar, como telhado verde, jardim de chuva, bacia, trincheiras, tudo o que a gente puder fazer.” Sobre os custos, disse: “O custo que a gente estimou ficou entre a referência do catálogo do Sinapi e a do GIZ. Essa parte foi muito interessante para ver que as referências são reais, elas estão batendo com a prática do projeto.”
Beatriz voltou à palavra para apresentar um loteamento de prédios abertos em Campinas, o Oregon, o primeiro caso em que a equipe conseguiu aprovar soluções desse tipo em uma prefeitura do Estado de São Paulo, já que as áreas seriam doadas ao município. “Quando a gente tem a possibilidade de mexer no desenho urbano, como no caso de Jurerê, consegue implantar muito mais infraestrutura verde. Quando a gente chega e o projeto já está pronto, aí é o desafio. O cliente falou: ‘Vê o que vocês conseguem fazer’. E foi o que a gente conseguiu, mas sempre dá para fazer, e isso é que é bom.” A equipe mapeou interferências e o caminho da água, e encontrou espaço em canteiros centrais, rotatórias e em uma área verde. “Agora a gente já pode classificar segundo o manual da Cetesb. A gente já consegue pôr a biovaleta na área verde.” Foram implantadas biovaletas em canteiros centrais, rotatórias e no sistema de lazer, jardins de chuva em uma rotatória e canteiros pluviais onde não cabia a biovaleta.
O objetivo, segundo Beatriz, era melhorar a água antes da drenagem. “A gente queria que a água passasse pela biovaleta antes de chegar à boca de lobo. Tinha a rede de drenagem convencional, mas a gente fez as biovaletas antes de chegar à drenagem. Com isso, a gente melhorava a qualidade da água, infiltrava, evaporava, fazia todo o ciclo hidrológico antes de ela chegar lá.” Ela enfatizou o rigor técnico. “O projeto de infraestrutura verde é um projeto de engenharia hídrica. Uma biovaleta tem o dimensionamento de um canal, de um conduto livre, e por trás de um jardim de chuva e de uma biovaleta tem todo um estudo de engenharia que precisa ser feito. A gente define quanta água quer que entre e quanta quer que saia, com que velocidade entra e com que velocidade sai.” Quando a declividade aumenta demais a velocidade, disse, são instalados vertedores no meio da biovaleta para proteger as plantas. “Eu não posso ter mais de 48 horas de água dentro de um jardim de chuva, para evitar problema com vetores, com mosquitos. Por isso o dispositivo de saída é tão importante.”
Segundo Beatriz, o solo do empreendimento tinha ótima permeabilidade, e por isso não foi usada brita sob as biovaletas nem sob os jardins de chuva. “Sempre que a gente pode, a gente não usa brita. Sempre que possível, é melhor deixar sem.” Maite acrescentou que o plantio usa espécies nativas sempre que possível. A obra é executada por um parceiro da equipe, e as biovaletas já enfrentaram uma chuva forte. “Já teve uma super chuva e elas aguentaram super bem.” Sobre o resultado do trecho implantado, Beatriz disse: “A gente não tinha o objetivo de fazer o impacto zero, como muitas vezes faz para a Cetesb, mas só nesse pequeno pedaço que a gente conseguiu implementar, a gente alcançou 8% de amortecimento e 11% de tratamento, que já são coeficientes interessantes para diminuir o impacto.”
Duarte Vaz iniciou sua fala com uma reflexão sobre o desenvolvimento imobiliário. “Um dos maiores desafios hoje não é apenas construir novos lugares, mas criar lugares capazes de durar e de gerar valor ao longo do tempo. Falamos de um contexto de instabilidade climática, e projetar ou construir sem conhecer o território devidamente é colocar em risco investimentos e a segurança das pessoas.” Ele descreveu o método do escritório. “Começamos sempre pela ecologia, e estou falando de solo, clima, fauna e flora, mas também de cultura, do modo de vida das pessoas, da relação de pertencimento com aquele lugar. Por fim, a linguagem, que é a tradução de tudo isso em forma, em espaços, em desenhos. E todas essas camadas são atravessadas pela dimensão do tempo. Um parque, um jardim, não está pronto no dia da inauguração. Ele continua a ser construído, a ser transformado.”
Duarte apresentou o Parque Ecológico Memorial Passo de Estrela, no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, em uma região devastada pelas chuvas de 2023 e 2024. “No município de Cruzeiro do Sul, 60% da área urbana foi atingida. As pessoas perderam suas casas, suas economias, seus negócios, suas raízes.” Como o bairro não podia mais ser habitado, o governo do estado convidou o escritório para criar um parque, já que a relação dos moradores com o lugar é forte. O trabalho teve a participação da Geasa desde a primeira visita, do município, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Rio Grande do Sul e da Universidade do Vale do Taquari, a Univates. “Fizemos as primeiras visitas sem nenhum croqui. Não tínhamos ideia, não tínhamos projeto, não tínhamos nada. Vamos ouvir o que eles querem. Num lugar que vem de eventos como esses, a gente poderia correr um risco muito grande de projetar algo que não teria adesão.”
O projeto se apoia em três alicerces, segundo Duarte. “O primeiro é a memória dos eventos, que precisa ser didática, mas também a memória do bairro. Eles falavam o tempo todo que o bairro tinha muita vida, muitos eventos, crianças. Então a gente queria que o parque não fosse um memorial de tristeza, mas que mostrasse como era o dia a dia e como vai voltar a ser. Isso não foi uma ideia minha, foi um desejo deles. O segundo é a ecologia: em alguns projetos, nós fazemos concessões a questões estéticas e ornamentais, mas nesse a ecologia era a premissa. O terceiro é a cultura.” Para entender a cultura local, o escritório montou uma equipe de profissionais gaúchos. “Descobrimos esportes de que eu nunca tinha ouvido falar, e participamos de eventos ao longo do projeto.”
O desenho nasce da água, segundo Duarte. “Entendemos que não havia como bloquear a água. Ela deveria fazer parte do novo parque, passar por ali, se acomodar, infiltrar ou ficar durante algum tempo e ser devolvida ao Rio Taquari.” O parque é resiliente às cheias. “Num período sem chuvas, ele é um parque, e se transforma à medida que o rio vai subindo. Há áreas que não têm nenhuma interferência com as águas, e o uso do parque pode continuar normalmente, mas há momentos em que já está previsto que ele vai ficar imerso.” Nas margens, foi feita restauração com bioengenharia, com enrocamento, pedras e vegetação nativa adaptada ao contexto, em parceria com a Univates.
O projeto guarda elementos da história do bairro, segundo Duarte. “Uma parte do material que foi recolhido depois das limpezas, como peças de azulejo, a gente passou a usar em muros, mobiliário e no revestimento de um trecho do parque. Dessa forma, eles viam que estavam sendo representados.” As poucas árvores que sobreviveram foram mantidas. “Elas simbolizam resiliência, que é o que a gente propôs ao parque, e é uma resiliência deles.” O Eixo da Memória preserva as ruas que os moradores identificaram como principais. “Essa arborização entre os lotes, a gente chama de quintais, porque especificou árvores nos lugares onde havia árvores nos quintais das residências.” O centro de convivência foi desenhado pelo escritório Observatório, com material cerâmico encontrado em cisternas do bairro. No Largo de Fátima, onde ficava a igreja, um monumento receberá a imagem de Nossa Senhora de Fátima, que caiu mas não foi destruída. “Ela está na mesma altura de antes, e tem uma linha que marca onde a água chegou, porque eles também queriam. Esse espaço representa o evento, mas também a fé e a resiliência dessas pessoas, e permite novos batismos, novos encontros e uma reflexão sobre como construímos e transformamos as cidades.”
Encerrando o painel, Gabriel apresentou a experiência de Campinas. “Campinas é sede da Região Metropolitana, tem mais de 1,2 milhão de habitantes e faz parte da Macrometrópole Paulista. Estamos aqui para apresentar a experiência de cerca de 10 a 15 anos do que a cidade vem fazendo para estruturar a implantação de soluções baseadas na natureza, nem sempre chamadas com esse conceito.” A secretaria mantém o Núcleo de Soluções Baseadas na Natureza e atua em vários níveis. “No cenário internacional, somos signatários do Pacto de Berlim pela Natureza Urbana, inclusive somos parte do conselho desse pacto. Participamos por estar alinhados com essas metas, mas também por ter o interesse de atuar como agente representante de um governo local do Sul global.” Campinas também integra o programa Cidades Verdes Resilientes, colabora com a Estratégia Nacional de SBN, apoia a construção da norma da ABNT e acompanha, no âmbito estadual, o Zoneamento Ecológico-Econômico, o programa Bairro Paulista e o Biota Síntese.
Para Gabriel, a legislação local precisa traduzir esses esforços. “A gente já via que Campinas vinha, desde o Plano Diretor Estratégico de 2018, trazendo, dentro do Sistema de Áreas Verdes e Unidades de Conservação, tipologias como corredores ecológicos, recuperação de APPs e parques lineares.” A partir do plano diretor, foi alterado o decreto de parcelamento do solo, e o município tem planos setoriais, programas de parques lineares, corredores ecológicos, pagamento por serviço ambiental e o Reconecta RMC, leis sobre microflorestas e hortas urbanas, uma lei específica para o Hub Internacional de Desenvolvimento Sustentável e o Plano Local de Ação Climática. “Nada é feito sem diagnóstico e sem planejamento baseado em evidências, e a governança é intersetorial e participativa. Não fazemos nada enquanto secretaria sozinhos.” A capacitação feita com o WRI, com apoio da Geasa, reuniu mais de 40 técnicos de 10 pastas. “É daí que todo mundo começa a falar a mesma língua dentro do poder público local, e surgem as opções de a gente conversar sobre um loteamento que propõe soluções baseadas na natureza.”
Os resultados, segundo ele, dependem da parceria com o setor imobiliário. “A maior parte dos resultados que a gente traz vem desse ordenamento e dessa parceria com o parcelamento do solo, com o setor imobiliário.” Campinas tem 40 passagens de fauna, a maior parte em novos parcelamentos, e uma proposta de 49 parques lineares, em cerca de 900 hectares, parte deles já implantada por loteadores, como o parque linear do loteamento Oregon. Nas áreas públicas, os parques lineares entraram em financiamentos de macrodrenagem. “Hoje a gente tem recurso garantido num financiamento com o BNDES, vinculado ao Fundo Clima, que é o menor juro possível do banco, para a implantação de três parques lineares junto com o projeto de macrodrenagem. Está em andamento a assinatura de um novo contrato com o BNDES, com mais quatro parques lineares, na ordem de mais de 70 hectares, em áreas vulneráveis.” A cidade tem ainda mais de 250 hortas urbanas em áreas públicas e institucionais e 30 microflorestas, com mais de 70 mil metros quadrados plantados e mais de 46 mil mudas, além de um jardim de chuva em um centro de saúde, viabilizado por contrapartida de Estudo de Impacto de Vizinhança, e de um projeto de requalificação de uma rua central com soluções de microdrenagem.
Gabriel citou as parcerias com WRI, ICLEI, GIZ, Unicamp, PUC-Campinas e Universidade São Francisco e deixou um convite ao setor privado. “Esperamos que um dia a gente ganhe mais parceiros, agora mais vinculados ao setor privado, e estamos abertos a isso.” A secretaria prepara com o Sesc Campinas uma nova capacitação, que avançará para a escala normativa das SBN, com público intersetorial, e acompanha a revisão do Código de Obras e da lei de uso e ocupação do solo e zoneamento. O novo plano diretor, segundo ele, deve começar a ser discutido no próximo ano, com previsão para 2028.
Fonte:Secovi
