Expansão do Minha Casa, Minha Vida cria “janela de oportunidade” para o mercado imobiliário em Bauru


As recentes atualizações no programa federal Minha Casa, Minha Vida (MCMV) estão redesenhando o cenário imobiliário no interior paulista. Em entrevista ao programa Balanço Geral, da Record Paulista, no último dia 5 de maio, Bruno Pegorin Netto, diretor regional do Secovi-SP em Bauru, detalhou como o aumento dos limites de renda e do valor dos imóveis financiáveis impacta diretamente as famílias da região.

Segundo Pegorin, a inclusão de novas faixas de renda permitiu que famílias antes excluídas pudessem finalmente acessar o crédito habitacional com condições diferenciadas. “Nesse momento, famílias que têm renda até R$ 13.000 e imóveis de até R$ 600.000 foram contemplados pelo programa”, afirmou o diretor, destacando que essa mudança integra a classe média à iniciativa. Ele explicou que, anteriormente, o teto de renda familiar era de R$ 9.600.

Em Bauru, o impacto é sentido especialmente na “Faixa 2”, que é o principal motor do programa na cidade. Com a atualização, o limite de renda para essa categoria subiu de R$ 2.800 para R$ 3.200. Essa movimentação elevou a média de imóveis enquadrados no programa na região, saltando de cerca de 75% para mais de 80% do mercado disponível.

Um dos pontos centrais da entrevista foi a disparidade entre as taxas de juros do MCMV e as do mercado tradicional. Enquanto bancos convencionais operam com taxas entre 13% e 14%, o programa oferece financiamentos a partir de 4% ou 5% na Faixa 2, chegando ao teto de 10% nas faixas superiores. Para Pegorin, “essa movimentação é muito benéfica para essa população que não estava conseguindo financiar e agora tem uma oportunidade que é, no mínimo, 20% mais vantajosa do que era antes”.

O diretor regional do Secovi-SP concluiu ressaltando que as mudanças funcionam como uma forma de devolver o poder de compra perdido nos últimos anos. “Bauru tem algumas características próprias… esse potencial de consumo [do cidadão] foi sendo retirado com a inflação. Então isso é uma recomposição e a gente vê com bastante expectativa positiva para aquilo que vai acontecer ao longo do ano”, finalizou.





Fonte:Secovi

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