Capital paulista iniciou o ano com 9.040 unidades residenciais novas lançadas e 10.306 unidades vendidas
A Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário (PMI), realizada pelo departamento de Economia e Estatística da entidade junto às incorporadoras associadas, apurou em fevereiro a comercialização de 10.306 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo.
Em 12 meses (março de 2025 a fevereiro de 2026), as vendas a capital paulista acumulam 114,3 mil unidades vendidas. O VGV (Valor Global de Vendas) totalizou R$ 4,2 bilhões no primeiro mês do ano e atingiu R$ 58,3 bilhões no acumulado de 12 meses – valores atualizados pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo de Construção), da FGV, referente a fevereiro de 2026.
O indicador VSO (Vendas Sobre Oferta), que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas, atingiu 11,4% em janeiro. Em 12 meses, o VSO foi de 58,1%.
Lançamentos e oferta
De acordo com a pesquisa Secovi-SP, a cidade de São Paulo registrou o lançamento de 9.040 unidades residenciais novas em janeiro e somou 135,9 mil unidades no acumulado de 12 meses.
O mercado imobiliário da capital paulista encerrou fevereiro 2026 com a oferta de 80,2 mil unidades disponíveis para venda. Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (março de 2023 a fevereiro de 2026).
O VGO (Valor Global da Oferta) totalizou R$ 59,8 bilhões no mês – valores atualizados pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo de Construção), da FGV, referente a fevereiro de 2026.
Segmentação
Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se no mês de fevereiro em todos os indicadores: 79% das unidades lançadas (7.170 unidades), 75% das vendas (7.734 unidades), 56% da oferta (45.255 unidades), 67% do VGV (R$ 2,791 bilhões), 31% do VGO (R$ 18,761 bilhões) e o maior VSO de (14,6%).
Imóveis na faixa de 30m² e 45m² de área útil lideraram em quase todos os indicadores: 72% dos lançamentos (6.539 unidades), 70% das vendas (7.193 unidades), 52% da oferta (41.991 unidades), o maior VGV com 53% (R$ 2,232 bilhão) e o maior VSO (14,6%). Os imóveis com metragem superior a 180 metros quadrados registraram o maior VGO com 31% do total (R$ 18,313 bilhões).
Os imóveis com preço entre R$ 264 mil e R$ 350 mil lideram com 46% os lançamentos (4.176 unidades), 47% das vendas (4.888 unidades), a maior oferta (29.920 unidades) e o maior VGV (R$ 1,493 bilhão). O maior VGO ficou com imóveis com preço acima de R$ 5,0 milhões com participação de 27% (R$ 16,316 bilhões). O maior VSO (14,1%) foi dos imóveis com preços abaixo de R$ 264 mil.
Econômicos e outros mercados
A partir de agosto de 2023, foi atualizada a faixa de preços dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida alterando o limite de R$ 264 mil para R$ 350 mil na cidade de São Paulo. Para segmentar os imóveis econômicos, o Secovi-SP elegeu as faixas de preço enquadradas nos parâmetros do programa Minha Casa Minha Vida.
Em fevereiro, 82% das unidades lançadas e 73% das unidades vendidas foram enquadradas no Programa Minha Casa Minha Vida, correspondendo, em termos absolutos, 7.383 unidades lançadas e 7.543 unidades vendidas. A oferta disponível para a venda deste tipo de imóvel somou 43.875 unidades (55%), com VSO de 14,7%. Os outros mercados registraram 1.657 unidades lançadas, 2.763 unidades vendidas, oferta final de 36.373 unidades e VSO de 7,1%.
Zonas da cidade
A zona sul, liderou em lançamentos com 40% de participação (3.576 unidades), vendas 36% (3.757 unidades), oferta final 33% (26.577 unidades) e VGV 37% (R$ 1,562 bilhões). A zone oeste, liderou em VGO (R$ 22,663 bilhões). E o maior VSO foi da zona norte (14,2%).
Fonte:Secovi
