Secovi-SP analisa resiliência do mercado imobiliário e as novas tendências de moradia em Santos


Representantes da entidade e do setor construtivo debatem a valorização do metro quadrado, otimização de projetos e sustentabilidade na Baixada Santista

O mercado imobiliário da Baixada Santista vive um período de expansão e consolidação, com indicadores que apontam para um crescimento contínuo em 2026. Em entrevista ao programa Tudo Pode Verão, da VTV SBT, no dia 8/2, diretor de Intermediação Imobiliária e Marketing da Regional Secovi-SP em Santos, Roberto Malavasi, e o diretor da Regional Santos do SindusCon-SP, Lucas Teixeira, discutiram os fatores que mantêm Santos entre as cidades mais valorizadas do Brasil, ao lado de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. A entidade celebra este ano seus 80 anos de atuação, reafirmando seu papel na orientação e desenvolvimento do setor.

Mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, com a taxa Selic em patamares elevados, o volume de vendas na região registrou aumento significativo em relação ao exercício anterior. O fenômeno da migração de moradores da capital e do interior para o litoral, intensificado pelo modelo de trabalho híbrido e home office, continua a impulsionar a demanda por imóveis que ofereçam infraestrutura completa e qualidade de vida. “Santos atende a todas as demandas de infraestrutura, com comércio, hospitais e lazer, estando a apenas uma hora de São Paulo”, destacou Malavasi.

A dinâmica construtiva em Santos tem se adaptado às restrições geográficas da ilha e às novas exigências dos consumidores. Lucas Teixeira explicou que o foco atual das construtoras está na otimização máxima dos espaços internos, reduzindo áreas de circulação ineficientes para ampliar o conforto nos cômodos principais. “Estamos perdendo mais tempo na fase de projeto para entregar um produto melhor, com revisões que buscam aproveitar cada metro quadrado”, afirmou o diretor.

Paralelamente, os novos empreendimentos habitacionais evoluíram para o conceito de “condomínio-clube”, oferecendo áreas de lazer cada vez mais sofisticadas, como espaços gourmet, pubs, academias e piscinas. Essa tendência compensa o aumento de apartamentos compactos, criando comunidades integradas onde os moradores encontram tudo o que precisam sem sair do edifício. A altura dos prédios, regulada pelo Comando da Aeronáutica (Comaer), também é um diferencial técnico que permite melhores condições de iluminação e ventilação, com torres atingindo até 150 metros em zonas específicas como o José Menino e a Ponta da Praia.

O Secovi-SP reforça que a sustentabilidade deixou de ser um diferencial para tornar-se um requisito básico na construção civil moderna. Projetos atuais incorporam tecnologias de regeneração de energia em elevadores, iluminação LED com sensores de presença e, principalmente, sistemas de retenção e reuso de águas pluviais. Essas caixas de retenção ajudam a mitigar os impactos de chuvas intensas no sistema de drenagem urbana, liberando a água de forma controlada.

No campo da revitalização, o centro de Santos é visto como uma área de grande potencial estratégico. A entidade acompanha de perto as iniciativas de retrofit e os incentivos da prefeitura para atrair novos moradores e comércios para a região histórica. “A revitalização do centro é um processo gradual que exige cuidado com o patrimônio histórico, mas que trará uma nova cara para a cidade nos próximos dez anos”, projetou Teixeira. O setor também observa com otimismo a chegada de grandes obras de infraestrutura, como o túnel Santos-Guarujá, que deve dinamizar ainda mais a economia regional.





Fonte:Secovi

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