Presidente do Secovi-SP aponta microapartamentos como solução para a nova dinâmica do “morar perto” em São Paulo


O cenário habitacional de São Paulo passa por uma transformação profunda e acelerada. No último ano, a capital paulista registrou o lançamento de mais de 37 mil microapartamentos — unidades compactas com até 30 metros quadrados. Mais do que uma simples tendência arquitetônica, esse movimento representa uma resposta estratégica do mercado imobiliário à demanda por mobilidade e à necessidade de otimizar o tempo de vida do cidadão urbano.

Em entrevista para O Jornal da Record, em 14/2, o presidente-executivo do Secovi-SP, Ely Wertheim, diz que a expansão desse segmento é impulsionada pela busca por territórios que ofereçam infraestrutura consolidada e facilidade de acesso aos transportes de massa, como trens e metrô. A localização estratégica torna-se o principal ativo, permitindo que moradores troquem espaços amplos em regiões periféricas por conveniência e agilidade no centro.

“Em vez de comprar um apartamento de R$ 2 milhões, você pode adquirir um imóvel de R$ 400 mil, R$ 500 mil ou R$ 600 mil em bairros mais centrais, menos na periferia e mais em direção a um território da cidade que tem infraestrutura”, afirma.

A migração para unidades compactas reflete uma mudança de valores: o tempo passa a ser mais precioso que a metragem privativa. Relatos do setor mostram moradores que, ao optarem por 27 m² em regiões centrais, eliminam horas de deslocamento diário em transportes lotados. A arquitetura dessas unidades evoluiu para garantir que o conforto não seja sacrificado, utilizando paredes finas para separação de ambientes, bancadas multifuncionais e mobiliário inteligente, como camas-baú e sofás-cama, que maximizam o armazenamento interno.

Segundo Wertheim, o comprador utiliza esse período para estabilizar sua renda e planejar o futuro. “Daqui a um ano, dois ou três, ele já definiu ali o formato de casamento dele, se vai ter filhos ou não. Então ele começa — até porque ele tem mais renda — a alçar voos maiores e comprar apartamentos maiores”, observa o executivo.

Além do uso residencial próprio, estas unidades são pilares do mercado de locação. Com a alta demanda por moradia temporária ou profissional, muitos desses apartamentos são adquiridos por investidores para gerar renda, mantendo baixas taxas de vacância.

Sob a ótica do planejamento urbano, esse adensamento próximo aos eixos de transporte é considerado uma solução sustentável para as metrópoles. Ao concentrar pessoas onde a infraestrutura já existe, o setor imobiliário contribui para a redução da pressão sobre o sistema viário e promove um uso mais inteligente e dinâmico da cidade.

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Fonte:Secovi

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