Café da Manhã com a Imprensa apresenta balanço de 2025 e perspectivas do mercado imobiliário para 2026


Encontro apresentou os resultados consolidados do setor em 2025, as projeções para 2026 e marcou a apresentação de Jorge Cury como novo presidente do Secovi-SP

O Secovi-SP realizou, na quinta-feira, 5/2, o primeiro Café da Manhã com a Imprensa de 2026, reunindo jornalistas especializados para apresentar o balanço consolidado do mercado imobiliário em 2025 e as perspectivas para 2026. O encontro marcou também a apresentação de Jorge Cury Neto como novo presidente da entidade, que assume a gestão em um ano simbólico, no qual o Secovi-SP completa 80 anos de atuação.

 

Ao abrir o evento, o presidente-executivo do Secovi-SP, Ely Wertheim, destacou a relevância do encontro e a tradição institucional da entidade. “O Secovi-SP chega aos seus 80 anos com uma história marcada por coesão, representatividade e diálogo. Nunca tivemos disputas eleitorais internas, sempre por aclamação, o que demonstra a maturidade e a força do setor imobiliário paulista”, afirmou.

 

Em sua primeira fala oficial como presidente da entidade, Jorge Cury ressaltou o papel estratégico da imprensa e o momento desafiador, porém promissor, vivido pelo país. “Não existe democracia sem imprensa livre. A informação publicada tem peso, credibilidade e capacidade real de orientar a sociedade. Por isso, valorizamos tanto esse diálogo com os jornalistas”, destacou.

 

Cury também apresentou sua trajetória profissional e reforçou o compromisso com a continuidade do trabalho institucional. “Assumo a presidência do Secovi-SP com enorme senso de responsabilidade. É uma entidade que atua em múltiplas frentes — incorporação, loteamentos, administração condominial, meio ambiente, tributação e legislação urbana — e que oferece aos associados segurança, informação e capacidade de antecipar riscos”, afirmou.

 

Mercado imobiliário em 2025: crescimento, protagonismo do Minha Casa, Minha Vida e desafios estruturais

 

Durante a apresentação dos dados da Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI), Ely Wertheim destacou que, nos últimos 12 meses, foram lançadas 139 mil unidades residenciais na cidade de São Paulo, sendo 61% enquadradas no programa Minha Casa, Minha Vida. “Há 20 anos, esse percentual era praticamente zero. Hoje, São Paulo é, disparadamente, a maior produtora de unidades do Minha Casa, Minha Vida no Brasil”, ressaltou.

 

Em valor, os lançamentos totalizaram R$ 81 bilhões, com participação de 29% do Minha Casa, Minha Vida, percentual que vem crescendo de forma consistente ao longo dos últimos anos. “Mesmo em valor, o programa ganha relevância, demonstrando sua importância estrutural para o mercado imobiliário da capital”, afirmou Wertheim.

 

No campo das vendas, foram comercializadas 113 mil unidades no período, das quais 64% pertencem ao Minha Casa, Minha Vida. A velocidade de vendas apresentou crescimento geral de 9%, com destaque para o programa habitacional, que registrou aumento de 25%, enquanto os demais segmentos apresentaram desaceleração. “Não é que os outros mercados estejam vendendo menos, mas a velocidade diminuiu. Já no Minha Casa, Minha Vida, a demanda segue extremamente aquecida”, explicou.

 

O valor total vendido alcançou R$ 59 bilhões. Segundo Wertheim, enquanto os preços médios dos demais mercados recuaram cerca de 5%, o Minha Casa, Minha Vida registrou aumento de aproximadamente 22%, refletindo ajustes de custo e forte demanda.

 

Produtividade, financiamento e inclusão urbana

 

O diretor de Economia do Secovi-SP, Celso Petrucci, chamou a atenção para a evolução da produtividade do setor ao longo da última década. “Em 2016, foram lançadas apenas 3.500 unidades do Minha Casa, Minha Vida na cidade de São Paulo. Em 2025, esse número ultrapassa 85 mil unidades. Isso demonstra um salto expressivo de produtividade, industrialização e eficiência das empresas”, afirmou.

 

Petrucci também destacou que o ganho de produtividade foi repassado ao consumidor. “O preço das unidades do Minha Casa, Minha Vida cresceu muito abaixo da inflação nos últimos 10 anos. Isso ampliou significativamente o acesso das famílias à moradia formal”, pontuou.

 

Ely Wertheim complementou que o preço médio das unidades do programa na cidade é de aproximadamente R$ 270 mil, bem abaixo do teto permitido. “Com subsídios do FGTS e programas complementares, como o Casa Paulista, estimamos que mais de 1,2 milhão de pessoas tenham acessado a moradia formal em São Paulo na última década”, destacou.

 

Outro ponto enfatizado foi o impacto urbano do programa. “Essas famílias estão morando mais próximas do centro da cidade, reduzindo deslocamentos e melhorando a qualidade de vida. Trata-se de um movimento inédito de inclusão territorial”, afirmou Ely.

 

Jorge Cury reforçou a importância do alinhamento entre os três níveis de governo. “Nunca vi, em mais de 40 anos de atuação, um alinhamento tão forte entre União, Estado e Município em torno da política habitacional. Programas como o Minha Casa, Minha Vida, o Casa Paulista e o Pode Entrar criam um ambiente extremamente favorável à ampliação do acesso à moradia”, observou.

 

Perspectivas para 2026

 

 

Ao abordar as perspectivas para 2026, os dirigentes destacaram a expectativa de redução gradual das taxas de juros, o avanço das reformas no financiamento imobiliário e a importância de um ajuste fiscal para fortalecer o ambiente econômico. “Se houver sinalização clara de responsabilidade fiscal, o mercado reage rapidamente. O setor imobiliário é altamente sensível à previsibilidade e à confiança”, afirmou Jorge Cury.

 

Celso Petrucci acrescentou que a tendência é de ampliação do crédito e melhora das condições de financiamento. “Cada ponto percentual de redução nos juros amplia significativamente a capacidade de compra das famílias. Isso funciona como um verdadeiro catalisador do mercado”, explicou.

 

Encerrando a apresentação, Ely Wertheim destacou o papel do setor imobiliário na estabilidade dos preços e na oferta de moradia. “Produzir mais é fundamental para evitar a escalada de preços e garantir que as pessoas possam morar onde desejam. A moradia transforma vidas e organiza a cidade”, concluiu.

 

Ao final da coletiva, foi aberta a perguntas dos jornalistas presentes.

 

 





Fonte:Secovi

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