Proprietários, diretores e gestores de imobiliárias se reuniram dia 27/5 para o evento “Encontro das imobiliárias – Resultado não é sorte: é método, disciplina e protagonismo no mercado imobiliário”. O debate focou nas rápidas transformações tecnológicas do setor, no impacto da inteligência artificial e em como as boas práticas de gestão e o comportamento empreendedor são essenciais para a sobrevivência e o fortalecimento das operações no Brasil. A coordenação ficou com Ricardo Paixão, diretor de Intermediação Imobiliária da vice-presidência de Negócios Imobiliários.
O cenário de fusões e aquisições globais e a necessidade de adaptação ditaram o tom inicial das discussões. O corretor imobiliário e campeão nacional de vendas da RE/MAX, Guilherme Ribeiro, destacou que o mundo vive um momento de transição sem precedentes liderado pela tecnologia. “A gente está, talvez, na maior mudança do mercado de intermediação imobiliária da história”, afirmou. Para ele, contudo, o diferencial humano segue insubstituível: “O que o cliente é carente é de um bom atendimento. Quem vai vencer é o que melhor se adapta, não o mais forte ou o mais inteligente”.
A integração de todo o ecossistema imobiliário foi o foco da intervenção de Moira, vice-presidente de Administração de Condomínios do Secovi-SP. Aproveitando a ocasião para convidar o público para o Enacon, ela destacou o impacto das macrotendências econômicas e tecnológicas para todos os profissionais da área. “No Secovi- SP, eu falo que a grande diferença do que acontece nessa casa é que a gente tem debaixo do mesmo chapéu todas as verticais do mercado imobiliário”, explicou, reforçando que “o cliente de vocês que compra, é o mesmo que depois vai ser o condômino, é o mesmo que interage com a incorporadora”.
No painel de gestão prática, Hamilton Cesar da Silva, sócio-diretor da Local Imóveis, ressaltou a importância de manter a equipe engajada e próxima da liderança para enfrentar as dores operacionais diárias. “Os corretores são os protagonistas da nossa operação. A gente precisa colocar esses caras no centro da nossa atenção”, declarou. O executivo frisou que o sucesso a longo prazo exige humildade contínua de gestores e associados: “Não importa o estágio onde você está: você precisa sempre ter um coração de estagiário para aprender diariamente”, destacou.
A resiliência e a aplicação prática da tecnologia pautaram a apresentação de Lucas Penteado, proprietário da Lopes Prime. Após compartilhar desafios pessoais e corporativos que moldaram sua trajetória, ele revelou ter criado, por conta própria, uma inteligência artificial batizada de “Aurora” (em homenagem à sua avó) para auxiliar no dia a dia de seus corretores. “Esse nosso negócio é muito mais protagonismo do que qualquer coisa. O poder está na mão de quem conhece sobre imóvel, de quem conhece sobre gente, porque a programação é acessível a qualquer um”, aconselhou.
Para estruturar o crescimento estratégico de toda a cadeia, a informação foi apresentada como uma aliada fundamental. Durante o encontro, Adimar Cruz, líder da Casa 11, lançou oficialmente a nova edição da pesquisa de benchmark imobiliário, desenvolvida em parceria com o Secovi-SP para traçar um raio-x do mercado nacional. “Quando a gente vê o que o outro está fazendo, quando a gente vê como que a gente está posicionado dentro do mercado, saem ideias, saem discussões”, pontuou. Utilizando a analogia do evento, ele convocou o setor à participação: “Juntando cada arvorezinha que a gente tem na floresta das imobiliárias, nós vamos conseguir ver toda a floresta”, afirmou
Encerrando as atividades, o vice-presidente de Negócios Imobiliários do Secovi-SP, Marcos Lopes, reforçou o compromisso com a perenidade das empresas brasileiras, destacando que as imobiliárias locais entregam grande valor ao mercado. “O nosso papel aqui é o fortalecimento do nosso mercado, é o fortalecimento das nossas imobiliárias, e trazer pauta, conteúdo que seja de interesse de todos”, resumiu. Ele chamou a atenção para a necessidade de equilibrar a visão tática com a estratégica em um cenário de intensa digitalização: “A gente precisa sair um pouquinho e conseguir ter a visão de outras empresas. É a visão da árvore e a visão da floresta, ou a visão de drone e da planta baixa”.
Fonte:Secovi
