Em debate no programa Sem Pauta, diretor regional Carlos Meschini analisa a solidez do mercado brasileiro e a expansão urbana na Baixada Santista
O mercado imobiliário brasileiro permanece como uma referência global em segurança jurídica e estabilidade financeira, superando modelos internacionais que enfrentaram crises estruturais. Durante participação no programa 100 Pauta nesta quinta-feira, 12/2, o diretor regional do Secovi-SP, Carlos Meschini, enfatizou a robustez do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), sustentado pela solidez do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e das cadernetas de poupança.
Segundo Meschini, a maturidade do sistema nacional evitou distorções como as observadas no mercado norte-americano durante a crise do subprime. “O nosso sistema é seguro e sólido. O trabalhador percebeu a importância de preservar o FGTS para a aquisição da casa própria e a poupança continua a dar uma garantia de pelo menos dez anos de subsídio ao sistema financeiro”, afirmou o diretor. A expectativa institucional agora recai sobre a redução gradual da taxa Selic, com previsões de que os juros bancários retornem ao patamar de 10% a 10,5% nos próximos meses, o que deve impulsionar ainda mais o volume de financiamentos.
O debate também abordou os desafios do planejamento urbano na região, com destaque para a cidade de Bertioga. O secretário de planejamento urbano do município, Tarcísio Lima, ressaltou que 84% do território da cidade é composto por áreas de preservação ambiental, o que exige um ordenamento rigoroso para garantir o desenvolvimento sustentável. A valorização imobiliária em áreas como a Riviera de São Lourenço atinge patamares elevados, com o metro quadrado de frente para o mar chegando a valores expressivos, consolidando a região como um polo de alto padrão.
Paralelamente, a eficiência energética tem se tornado um pilar na administração de condomínios. Fábio Ortiz, especialista em tecnologia solar, destacou que a adoção de energia limpa é uma das principais estratégias para minimizar o impacto das taxas condominiais, que sofrem com reajustes constantes acima da inflação. O Secovi-SP orienta que a sustentabilidade deve ser integrada desde o projeto dos novos empreendimentos habitacionais para otimizar a manutenção e reduzir custos operacionais no longo prazo.
A análise de mercado aponta ainda uma mudança no comportamento dos compradores, com um aumento significativo da faixa etária entre 25 e 35 anos adquirindo o primeiro imóvel. “Hoje o jovem trabalha em regime de home office e prefere morar na Baixada Santista pela qualidade de vida, mantendo a conexão profissional com a capital”, observou Meschini. A quebra de barreiras geográficas em cidades como Santos, impulsionada por melhorias na infraestrutura e transporte, tem direcionado novos lançamentos para zonas centrais e bairros com potencial de revitalização.
Fonte:Secovi
