Novo modelo de crédito imobiliário viabiliza o sonho da casa própria para famílias de classe média
Fruto de amplos debates, alterações permitiram a retomada do crédito imobiliário
O ano de 2025 marcou um período de importante ajuste no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). O final de 2024 foi sublinhado pela escassez de recursos da poupança, o que travou o financiamento habitacional à classe média.
Para contribuir com a solução do problema, o Secovi-SP, em conjunto com outras entidades, levou sugestões aos ministérios da Fazenda e das Cidades, Banco Central e Caixa Econômica Federal. Em outubro daquele ano, o Conselho Monetário Nacional e o BC anunciaram um novo modelo de crédito imobiliário para atender às famílias de média renda.
As mudanças foram providencias e seus efeitos já estão sendo notados. A Caixa voltou a financiar até 80% do valor do imóvel para todas as modalidades no SBPE, reduzindo significativamente a entrada necessária, e o valor máximo do imóvel financiado, com juros limitados a 12% ao ano, subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
O Banco Central iniciou uma liberação gradual de recursos. O percentual que os bancos deixam “parado” no BC (compulsório) caiu de 20% para 15%, tornando possível injetar cerca de R$ 37 bilhões de imediato e até R$ 111 bilhões ao longo de um ano. Para utilizar os recursos liberados, os bancos privados tornaram-se mais agressivos na disputa pelo cliente imobiliário, o que gerou uma leve queda nas taxas médias de juros do crédito livre no final de 2025.
Os lançamentos dedicados à classe média foram estimulados, com o que o setor retomou o atendimento a um importante extrato da população brasileira.
Fonte:Secovi
